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O que eu posso dizer

Ou "O que não estou preparada para ouvir"

Esses novos dias tão corridos, cheios de alegrias e esperanças cravam no meu peito uma faca de incertezas e medos. Medo de sonhar demais, medo de mais uma vez me decepcionar, com amigos, com caminhos que tenho escolhido.

Hoje é mais um dia cheio de dúvidas e borboletas no estômago e tudo o que precisava agora era sentir isso. Passei um longo tempo desejando obter na carne novas marcas que contam histórias, novos rostos para lembrar e um abraço quente no fim da tarde me dizendo que tudo vai ficar bem. Agora que esta tudo aqui, os sentimentos, as lembranças, o cérebro dá choques ao processar o todo... Mais uma vez, estou confusa.

To sentido na pele a essência da adolescencia. Esperando o tempo todo o inesperado, criando conflitos na cabeça, perdendo e renovando as esperanças quase que instantaneamente. E o sorriso? Que se faz presente sem querer, que estampa na cara os pensamentos. Tudo esta tão forte que nem mesmo racionalizando toda a situação não consigo evitar que meu "eu" siga uma trilha mais sensata e vou deixando-me perder por dentro de um túnel escuro.

E que nada disso seja mais uma das mentiras que criamos para sobreviver, pois sinto que agora é tarde demais para voltar no tempo e não acreditar. Impossível não olhar em minha volta e ignorar todos esses fatos, segurar o que vem de maneira expontanea aqui de dentro e fingir que não me conheço. Não posso negar, pelo menos não na frente do espelho, que dessa vez deixei-me levar sem me precaver com as consequencias...

Agora basta esperar o tempo resolver minhas inconsequencias de adolescente e me leve para onde tiver que levar

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