segunda-feira, 5 de março de 2012

Balas de canelas

Eu não aguento mais tentar expressar tudo isso que aqui dentro me corrói em meras palavras, sentar na frente dessa tela fria e incrivelmente fracassar. As palavras não são mais suficientes... deve ser por isso que tenho há tanto tempo tenho me afastado daqui. Parece que o que antes me era suficiente para esvaziar a mente agora não funciona mais. Tenho saudade da época em que me bastava abrir um mero bloco de notas e como um passe de mágica libertava tudo o que me incomodava e no final, assim que eu lia o que havia escrito, tudo por lá ficava, fosse a tristeza por um amor não correspondido, a incerteza de um novo alguém, a ansiedade por um novo dia, a dúvida de uma escolha, não sei como, mas cada vez que escrevia me sentia mais leve, limpa, aliviada.

Hoje o que escrevo já não leio e o que leio não mais me toca. Não perdi a inspiração pra poemas, nem deixei de ter sonhos bons para narrar, mas de alguma forma o que sempre me moveu a escrever foram dores e negatividade, pois as boas coisas dessa vida eu finalmente aprendi a conviver e guardar elas somente para mim. Porém isso não significa que deixei de sentir angústias...

Sempre escrevi com a intenção de que o causador ou o merecedor do momento ouvisse minhas "preces e desabafos", me parecia que dessa forma eu conseguia avisa-lo de que algo estava certo ou errado, e fazer tudo isso, incrivelmente, dava muito certo. Nem sempre minhas palavras chegavam realmente á quem eu as dirigia, mas eu me sentia aliviada depois de "falar", tirava de mim o peso do "mas eu podia ter dito e não disse". É, pelo visto eu cresci e só vir ao meu confessionário não é mais suficiente para me sentir aliviada. É verdade, eu falei mais o que sentia e escrevi menos...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Distancia

Eu sinto que tenho mais necessidades do que antes e sinta ainda que todas elas são tão maiores e mais vitais que já foram em qualquer outra época da minha vida. Eu tenho cada vez mais a certeza que me falta algo que estou sempre muito perto de conseguir, mas que por importuno, por desleixo, pelo acaso deixo que fuja... É como se me faltasse apenas esticar um pouco mais o braço para alcança-lo, mas de alguma forma ou por alguma razão eu não consigo se quer senti-lo com as pontas de meus dedos.

Já se passou tanto tempo da última vez que cheguei aqui, que me deixei soltar por palavras o que em determinado momento acreditava estar sentindo e sempre que volto releio, penso e chego a conclusão de que estando longe ou estando perto eu nunca sei onde realmente estou!

Só me resta o saber que preciso, que necessito, que almejo o que por inúmeras vezes se faz inalcançável ou o que por inúmeras vezes eu me perco ao tentar biscar.

Estou distante de qualquer certeza que me traga clareza das certezas que tenho.

É como se em dia algum eu conseguisse me reconhecer ao me ver refletida... Eu não sei o que sou, eu não sei o que busco, eu não sei o que quero, mas se que quero, que preciso e que busco algo que me fará acalmar esse conflito.

Deve ser agora a hora em que me proíbo novamente de chorar, que arranco de mim o que restou dos sonhos, me zero, estufo o peito e decido que ainda não acabou. Essa é minha força, minha garra, minha vontade de encontrar o que ainda não sei, mas que tenho a certeza de que me fará o bem

sábado, 11 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mais um ano se passou

Mais um ano de idas, vindas e saudades...

Parece que o ano foi curto, mas ao mesmo tempo longo demais para tudo o que aconteceu.

Teve gente que se afastou
Teve gente triste
Teve gente nova surgindo
Teve desafio superado...

Teve gente que voltou
Teve gente que magoou
Teve gente que conquistou
Teve paixão que machucou...

Teve gente que cresceu
Teve gente que brigou
Teve gente que não entendeu
Teve egoismo presente

Mas teve gente que só sorriu
Teve gente que só brincou
Teve gente que só amou
Teve toda felicidade possível

Um ano de batalhas, mudanças e conquistas. Aquele sentimento que enfraquece, que nos baixa a guarda e que nos faz apaixonar-se ressurgiu.

É, eu não posso reclamar nem das lagrimas que eu derrubei, porque as alegrias foram tantas. Eu dei mais um passo rumo a minha vitória. Cresci, fortaleci. Rumei em direção ao que era certo, lutei e venci mais uma vez! Eu tô chegando lá, devagar, mas chegando... O ano foi mudanças e de decisões.

Nas manhãs sozinhas eu ria e nas noites frias eu sempre estive aquecida.

Eu chego a mais um fim de ano com os melhores amigos, os melhores momentos, as melhores lembranças. Conquistei um novo emprego, dei inicio a realização do meu sonho profissional, executei todos meus projetos com louvor. Fiz novos planos para o futuro e muitos deles já estão por se realizar. E o mais importante foi que eu não desisti de sonhar com dias melhores e eu tenho ido atrás deles. Dia após dia eu me levanto com a certeza de que cada vez mais eu tenho me fortalecido e mesmo quando sinto que estou caindo ainda consigo me levantar.

E para 2012 que as amizades se fortaleçam, que mais amores sejam sonhados, que mais sorrisos me alegrem!

Feliz ano novo pra quem, assim como eu, tem a absoluta certeza que tudo é possível! Basta focar e seguir, levar a sério seu propósito e não desistir.

domingo, 16 de outubro de 2011

Muito além...

E então, o que fazer nessa hora?

Parece que quem estava adormecido tá começando a despertar e uma vontade incontrolável de ser feliz ao lado de quem chegou a pouco tempo vem tomando conta dos meus dias...

O desejo de que as horas passem mais rápido pra que eu te ouça sorrir, te veja fazendo caretas e me tirando do sério como mais ninguém consegue perturba meu sono e não me deixa em paz! Ah, essa insanidade que toma conta de mim, que me tira o juízo e me faz perder a razão, essas lembranças bobas que me arrancam sorrisos durante o dia, os milhões de pensamento que me tomam quando me faltam poucos metros pra estar do seu lado.

Vou pela canção que você interpreta e tantas cenas se criam na minha cabeça...

Eu não sei o que devo fazer com todas essas reações, com todas essas transformações, com toda essa disposição em fazer de o que preciso for para sermos felizes. Eu prometi nunca mais me dispor, eu prometi nunca mais me entregar, me modificar, mas eu sinto que por você eu quebraria essa promessas, eu jogaria tudo pro alto e esqueceria das vezes que me machuquei, que feri e fui ferida, que senti o coração despedaçar, que fiquei desamparada, que chorei sozinha... Na verdade não sou eu quem quebraria nenhuma dessas promessas, elas se quebram sozinha, se quebram por em mim ainda existir esperanças de que tudo pode ser diferente, de que todo esse tempo que se passou em meio a angustias e más lembranças só me prepararam pra ver o nascer de um novo dia cheio de alegrias... alegrias que você tem me proporcionado.

"são tantos dias juntos pela frente... isso me assusta, não quero te olhar sem querer te ver

Senti teu cheiro hoje, me abracei nele e desejei que meu abraço fosse preenchido por você, mas te toquei em meus pensamentos e sorri, sorri como há muito não sorria. Criei um filme de nossos bons momentos e o assisti em camera lenta deitada na cama esperando o sono chegar. Suspirei e mais uma vez o que vi fomos nós rindo do acaso e de nossas loucas interpretações do mundo, das situações em que nos colocamos, das inconsequencias... É, você chegou e não vai partir assim tão cedo, pelo menos não de onde guardo meus melhores momentos, minhas maiores conquistas, meus maiores desejos. E certamente no que depender de mim isso é apenas o começo do começo de algo que pode se tornar eterno, se tornar inesquecível e até mesmo incompreendido, insano, improvável, desafiador... Eu já esqueci dos meus traumas e nem me lembro mais como os obtive, eu estou indo para onde e como os dias do seu lado me guiarem, simplesmente porque tudo o que me rodeia esta sendo grande demais para eu resistir. Te lembrar, te sentir, te olhar, te ouvir e nunca ser o suficiente não pode ser um mero sentimento bobo e passageiro... Algo muito além esta por vir.""

sábado, 3 de setembro de 2011

A volta?

E mais um passo rumo a realização de outro sonho.
Dolorido, perigoso, mas repleto de muitos outros bons momentos. O recomeço, o reencontro comigo mesmo. Tanto tempo sem motivos pra escrever e agora tantos motivos e pouco tempo... talvez o jogo tenha mesmo virado e finalmente eu esteja com a vantagem.
Trabalhar, estudar e a terrível necessidade de ter que esquecer o que infelizmente ficou para trás, talvez porque eu tenha ido rápido demais ou talvez porque eu tenha escolhido que fosse assim.
O dia dia parece que ficou mais curto, são menos horas para os amigos com mais histórias pra contar. São novos amigos que aparecem nos intervalos e nas saídas e pela recíproca da necessidade de "se comunicar" se tornam partes importantes pra montar uma forte estrutura para aguentar o que vem por aí.
Serão noites de insônia, sozinha e preocupada, serão semanas de privações de vícios e alucinógenos, de amigos e copos cheios. Mas serão os mais belos anos de grandes realizações!
É! De alguma maneira conseguir encontrar tempo em meio toda essa loucura do dia a dia pra ser feliz, para acreditar, para ensinar e aprender crescer forte nessa vida... aprender com os mais velhos e ensinar aos mais novos.
Sentir, nem que seja uma única vez por semana, a sensação de que o tempo parou para eu aproveitar. Suspirar pela satisfação desse momento. Me lembrar de que coloquei muitos amigos a prvova e todos eles continuam lá, apoiando, ajudando e torcendo para que tudo saia examente da maneira que planejei.
Eu tinha certeza de que não teria força suficiente, mas estava enganada. Ainda bem...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Me convencer

"barulho de chuva, fumaça colorida...
mais um tarde de lembranças
eu estaria bem mais perto se você me permitisse
mas estaria muito mais longe se eu me permitisse..."



Se permitir...

Ir além desse lugar em que estou, ter uma bagagem cheia de sonhos pra compartilhar com alguém e me proibir. Me proibir de correr o risco de criar novas memórias que insisto em lembrar...

Eu preciso deixar o medo do desconhecido de uma vez por todas pra trás e seguir em frente.

"Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza..."


E ir além me arriscando a realizar meus desejos...

Mas nessas tardes de chuvas e frio que estou sozinha eu me lembro de outras em que chorava a perca do que idealizei como amor.

Nem por um "pequeno príncipe" nem por uma "estrela"... ou talvez até até tenha... Mas é fato que me privo, que me escondo e me esquivo.

E é justamente isso, foi justamente assim, entre uma coisa e outra que consegui chegar a mais essa tarde fria e sorrir. Não escondo que ainda tenho medo, mas as feridas cicatrizaram e não doem mais. De alguma forma eu consegui superar. Eu fui além, senti, me arrependi, mas consegui ter a certeza que sou capaz ainda de sentir algo que faça com que me entregue a alguém. O tempo esta dando conta de colocar as coisas novamente nos seus eixos, não demora muito pra que eu me permita sorrir com lembranças dos passeios bobos como uma volta pra casa com meu "pequeno príncipe", talvez em breve eu estarei sorrindo por ter encontrado uma "estrela cadente".

terça-feira, 24 de maio de 2011

Medo

Eu confesso: Tenho MEDO

Tanto medo que nem ao menos me permito dar detalhes ao porquê desse medo

Fim

sábado, 21 de maio de 2011

Se importar, perder o foco e diversas maneiras de dar mais um tempo para a realidade dos dias...

Aproveitar o tempo que ainda tenho...

"Eu preciso!
devo me abdicar do que sinto...
Ou do que imagino sentir
por você, por mim e por nós
Pelo o que insiste...
ou resiste
E me faz conflitar em dialetos que escrevo
tentando me acalmar
tentando clamar
Clamar pelo o que acho que sinto..."


Mais uma vez estou perdido nos meus sonhos, sim eu sei! Isso me faz perder o sono...

Dar importância ao que nem sei ao certo que mereça ou merecia toda essa importância, mas é isso sim, o primeiro sinal de algo em mim esta se transformando e que uma hora ou outra, mesmo com toda essa resistência que crio, certamente virá á tona e não haverá nesse momento nada, nem ninguém, que trará esclarecimento as dúvidas que pairão sobre minha cabeça... Por que, quando, onde e como, serão essas as perguntas de soluções lógicas que certamente me farei dia após dia. Assim que essa "importância" crescer, assim que perder o medo de dizer que o "avesso do meu eu" deixou-se levar por meias palavras e o inicio do era apenas para ser uma aventura...

Tô cansada desse monte de reticências em meus pensamentos e preciso concluir logo essa incerteza de novos caminhos, esse vicio por esconder-me de mim mesma e inutilmente tentar controlar tudo aquilo que me aflora a pele.

Esse processo de libertação, de mudanças de se assumir é uma constante luta com meus sonhos e conceitos, com meu ego e meu ideal e é assim que me forço a perder o foco, a procurar situações diversas que me ocupem de maneira que eu acredite cegamente que ainda não sei o que quero, quando na verdade dentro de mim tenho a certeza de que tudo isso só faz parte da fuga.

Relembrar o que ficou para trás, se precaver em não tropeçar no mesmo obstáculo e descobrir que esses obstáculos só existem dentro de mim.

Mais uma noite de mudanças, mais uma noite pra se pensar, deixar levar-se pelo improviso e pela ilusão de que ainda posso controlar meus sentimentos e voltar para casa com a certeza de que já cresceu em mim o meu maior medo... O medo então de se dizer apaixonada.