"Eu nunca mais vou ouvir a música single daquela campanha publicitária de tal marca sem lembrar de você, nunca mais eu vou passear pelos corredores dos supermercados e ao me deparar com determinado produto deixarei te trazer tua imagem na minha mente, porque assim como trigo deixou de ser somente trigo e é especial para uma certa raposa, quase tudo ao meu redor deixou simplesmente coisas/pessoas/lugares e se tornou especial para mim porque tudo me faz lembrar você porque me permiti ser cativada e você o fez com explendor...
As músicas que não faço questão de ouvir, mas saem das caixas das lojas de departamento enquanto ando pelas ruas, o asfalto das ruas por onde passamos e ainda passo mesmo sem você, a volta pra casa, a cerveja de quinta com os amigos, o almoço no trabalho... até mesmo as minhas crises de stress me fazem lembrar você, me fazem lembrar que não vale a pena o stress, porque a vida pode não ser justa, mas ainda assim é bela, minha tatuagem que não fiz pensando em você se tornou você!
Eu queria estar escrevendo tão mais que essas simples palavras...Não é mais cedo, mas as vezes penso ser tarde demais, e sempre que nos deixamos cativar corremos o risco de derrubar algumas lagrimas na despedida. Tudo isso graças as lembranças e a saudade que se cria na ausencia. Sentir saudade machuca, afinal só sentimos saudades daquilo que um dia nos fez bem e hoje não temos mais, mas ao mesmo tempo se não sentissemos saudades de nada seria sinal de que nada aconteceu de importante, de marcante, e ai certamente a vida seria fria. É melhor sentir saudade do que não ter tido com quem sorrir.
O tempo vai passando tão rápido agora, 1440 horas estão se completando, parece muito, mas só depende do ponto de vista..."
"Sem olhar para trás eu vou viver cada vez, errar me fez cada vez mais querer chegar além..." Semanas corridas e a vida pedindo respostas cada vez mais rápidas , cobranças de um futuro bom e longas tardes de inverno a minha espera. Novos e doces olhos, esperança e finalmente e o despertar para o recomeço, dada a oportunidade de mais uma vez poder viver e se entregar ao desconhecido. Esquecidas velhas histórias e presente um novo "conto", Clarisse finalmente descansa em paz, não mais as lágrimas de tua partida. Calor que aquece a alma nos dias gelados, troca de olhares inocentes que já não esperam nada além de nada, medo e curiosidade, espiar pelo buraco da fechadura, comer algodão doce, aprender novos " dialetos ", e aos poucos sentir que se encontrou uma nova direção . Mudanças lentas e resultados inesperáveis , o desconhecido tornando-se nítido e a felicidade retomando passo a passo o caminho de volta para casa. Banho quente em dia frio, banho frio ...
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