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3,2,1

O tempo foi suficiente para gerar uma vida, mas ele o fez diferente, preferiu mudar a vida que já existia.

Não era mais o fato de estar ou não ali, existia algo maior, uma força maior. Era noite quente de maio e ela baixinho dizia "liberdade"... E lá se disse um tchau com peso de adeus e gosto de até logo.

Naquela noite banhou seu rosto com secas lágrimas que insistiam em correr invisíveis e mergulhou num abraço que afogou suas mágoas. Morria ali: esperança, fraquezas e tristezas.

Voltou então ao seu lar e no caminho passou o passado, o presente e viu o futuro...
Um ou dois?
tragos e garrafas
sorrisos ou choros?
sonhos e tormentos
como o ar, cometa perfeito, amor cadente, explorador
Beijo doce não sentido.


Agora a vida segue por não se sabe onde, mas segue. E fica o amanhã para ser descoberto.
"boa sorte" ela ainda diz, vida nova lhe espera.

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