sábado, 21 de maio de 2011

Se importar, perder o foco e diversas maneiras de dar mais um tempo para a realidade dos dias...

Aproveitar o tempo que ainda tenho...

"Eu preciso!
devo me abdicar do que sinto...
Ou do que imagino sentir
por você, por mim e por nós
Pelo o que insiste...
ou resiste
E me faz conflitar em dialetos que escrevo
tentando me acalmar
tentando clamar
Clamar pelo o que acho que sinto..."


Mais uma vez estou perdido nos meus sonhos, sim eu sei! Isso me faz perder o sono...

Dar importância ao que nem sei ao certo que mereça ou merecia toda essa importância, mas é isso sim, o primeiro sinal de algo em mim esta se transformando e que uma hora ou outra, mesmo com toda essa resistência que crio, certamente virá á tona e não haverá nesse momento nada, nem ninguém, que trará esclarecimento as dúvidas que pairão sobre minha cabeça... Por que, quando, onde e como, serão essas as perguntas de soluções lógicas que certamente me farei dia após dia. Assim que essa "importância" crescer, assim que perder o medo de dizer que o "avesso do meu eu" deixou-se levar por meias palavras e o inicio do era apenas para ser uma aventura...

Tô cansada desse monte de reticências em meus pensamentos e preciso concluir logo essa incerteza de novos caminhos, esse vicio por esconder-me de mim mesma e inutilmente tentar controlar tudo aquilo que me aflora a pele.

Esse processo de libertação, de mudanças de se assumir é uma constante luta com meus sonhos e conceitos, com meu ego e meu ideal e é assim que me forço a perder o foco, a procurar situações diversas que me ocupem de maneira que eu acredite cegamente que ainda não sei o que quero, quando na verdade dentro de mim tenho a certeza de que tudo isso só faz parte da fuga.

Relembrar o que ficou para trás, se precaver em não tropeçar no mesmo obstáculo e descobrir que esses obstáculos só existem dentro de mim.

Mais uma noite de mudanças, mais uma noite pra se pensar, deixar levar-se pelo improviso e pela ilusão de que ainda posso controlar meus sentimentos e voltar para casa com a certeza de que já cresceu em mim o meu maior medo... O medo então de se dizer apaixonada.

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