Pular para o conteúdo principal

Postagens

Because

Não existe, não persiste... Nada volta como era. Nem mesmos sonhos tampouco voos Brisa Presente estagnado melhor! Futuro já passado... Por diversas vezes me encontro frente a uma bifurcação onde tenho a oportunidade de escolher o caminho que vou seguir, onde consigo enxergar muito além do começo de cada trilha e como sempre, me deparo caminhando em asfalto impróprio... É como se meu organismo tivesse como fonte de vida a dor, o desespero e a total anulação do que me é benéfico. Estou cansada. De dias, noites e todos os tic-tacs que o relógio dá. Preciso de pilulas, fórmulas e receitas que alterem esse "bem estar" que corrói pouco a pouco o que ainda me resta por dentro. Esse câncer que não se cura vem se mostrando cada vez mais forte, presente e inconsequente. Nem Clarisse saberia...

Ausente

Não importa quanto tempo passe, não importa quão diferente seja o horizonte, no fim de tudo, basta apenas uma palavra maldita  mal dita e tudo retoma. São tantos esses fantasmas que me perturbam, são tantas claras noites que afugentam o sono de quem precisa dele para esquecer... Meu passado não me condena, mas me atormenta. As mesmas vozes, os mesmos rostos, o mesmo tudo. Mais um vez, a tal felicidade que parecia se aproximar para ficar, dá licença para que esses monstros retomem os meus dias. Não existem trancas para essa porta. Dias de escuridão se aproximam e minha lanterna não consegue mais clarear meu caminho. Viver caminhando sobre pedras que já chutei... De que vale tantos sonhos se os dias os tornam pesadelos?

This is not my place

Adaptações e muitas mudanças... Coração que não sabe por onde anda Fantasia que não se enquadra nas alegorias Não desfila... incrimina Transformo confusões em confissões "sou poço seco e mesmo quando cheio, transbordo em solidão" Outra noite, outra máscara... a mesma máscara Construindo castelos de fina areia Fim de tarde, brisa leve e tudo se vai E essa loucura não tem hora para acabar...

Visto de fora

O olhava como fácil presa Não lhe dirigiu a palavra Avançou-lhe a boca e consumiu... Seu calor, seu pudor Chamas internas Gemia, pulsava, tocava Unhas que se cravam em costas Ofegante... Respira Já em leito de boêmio Se conduz em afagos Espasmos Adormece, amanhece Mais um dia Não esquece...

Yes, I'd rather hurt than feel nothing at all

mais um madrugada... e são tantas coisas que passam na minha cabeça. sim, ainda lembro do nosso primeiro beijo, mas me lembro também de um outro anterior que me levou até você... e eu me sinto tão confusa por não conseguir me libertar das tuas lembranças, mas também não saber exatamente o que de fato quero quando te olhar nos olhos outra vez. o fato é que mesmo depois de todo esse tempo, você ainda existe aqui e todas essas poucas e intensas memórias parecem me sufocar nas noites que o sono não vem. eu não quero, ou talvez ao menos não preciso mais disso... não é mais saber que corro o risco de subir uma escada e te encontrar, tampouco ver que teu sorriso não é mais pra mim, é de alguma forma não conseguir juntar todas as informações e extrair delas uma resposta sensata ao que eu não faço ideia do que sinto. eu sei exatamente o que não quero e, partindo disso, entender tudo isso que restou de você em mim deveria ser algo simples. mas isso é apenas mais uma confissão... feliz um...

Clarisse - o espetáculo da vida noturna.

Que se fale então o canto do choro

Não há maneiras que segurem em mim o pranto nebuloso... Ah, meu bem! Quem dera eu, nesse dia de sol farsante Aquecer-me em teus pensamentos de saudade. Mas não há mais lembranças Só o comum acaso do descaso. Hoje à noite não me trará sorrisos Não terei tua voz no telefone Nem teu olhar em meio as grades Não haverá música pra embalar dançarinos noturnos Nem mesmo teu respiro Ah, minha estrela cadente! Se outra vez cruzasse meu céu Me ergueria dessa terra pra te seguir no Universo Não faria nenhum pedido... Não faria nenhum sentido...